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segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Padel pro · 3 min de leitura

Irmãos Araujo conquistam ouro histórico no misto em Taranto

Sofia e Pedro Araujo derrotaram a Itália na final do duplo misto e deram a Portugal a primeira medalha de ouro de padel na história dos Jogos do Mediterrâneo. Sofia era a jogadora com ranking mais …

Foto: Nenad Stojković / Wikimedia Commons, CC BY 2.0

O ouro mais especial da história do padel português

Portugal escreveu uma das páginas mais emocionantes da sua história no padel no sábado, 28 de agosto, em Taranto. Sofia e Pedro Araujo, irmãos unidos pela mesma paixão pelo padel e pela camisola da seleção nacional, conquistaram a medalha de ouro nos Jogos do Mediterrâneo no duplo misto, derrotando na final os italianos Marco Cassetta e Giulia Dal Pozzo. Foi a primeira vez que Portugal subiu ao degrau mais alto do pódio numa competição de padel integrada nos Jogos do Mediterrâneo — uma prova que este ano viu a modalidade estrear-se como desporto oficial de medalha, com 88 atletas de 18 nações a competir no Parco Mediterraneo Salinella de Taranto entre 22 e 28 de agosto.

A final foi disputada numa pista central esgotada, com o público italiano a apoiar de forma ruidosa os seus representantes. Cassetta e Dal Pozzo, jogando em casa, criaram dificuldades à dupla portuguesa, mas Sofia e Pedro Araujo souberam gerir a pressão e o nível competitivo para impor a sua superioridade e escrever o seu nome — e o de Portugal — na história da competição.

Sofia Araujo: a jogadora mais bem classificada de todo o torneio

Sofia Araujo, número 8 do ranking mundial FIP, era a jogadora com a posição mais elevada de todos os atletas presentes em Taranto. Esse estatuto de favorita foi uma pressão adicional ao longo de toda a semana, especialmente numa competição de duplo misto onde a química entre parceiros — mesmo que sejam irmãos — é difícil de replicar na pista. Sofia e Pedro souberam construir essa ligação jogo após jogo, e na final demonstraram que a sua parceria vai além do laço familiar.

"Jogar com a família tem algo de único, e fazê-lo pela seleção torna tudo ainda mais especial", declarou Sofia Araujo antes da final. As suas palavras ficaram registadas; o seu desempenho em court ficou na história. O ouro conquistado em Taranto representa o ponto mais alto do padel português em competições de seleções, e lança as bases para o que poderá ser um futuro cada vez mais promissor para a modalidade em Portugal.

O contexto: uma semana de padel para recordar em Taranto

Portugal não se limitou ao ouro no misto. No quadro masculino, Nuno e Miguel Deus chegaram às meias-finais, onde foram eliminados pela Espanha por 7-5, 7-5, ficando com a aspiração de chegar à final. A sua campanha, aliada ao triunfo dos Araujo, confirmou que o padel português está a dar passos sólidos a nível internacional.

A Espanha dominou o torneio na globalidade, vencendo o ouro masculino com David Gala e José Diestro — que superaram a Itália de Abbate e Montiel numa final muito disputada — e o ouro feminino com Lucía Sainz e Patty Llaguno, num insólito derbi todo-espanhol frente a Nuria Rodríguez e Jimena Velasco. A Itália, país anfitrião, ficou com a prata masculina e a prata no misto. O bronze no misto foi para a França, com Louise Bahurel e Dylan Guichard.

O que vem a seguir para o padel português

Com a medalha de ouro dos Jogos do Mediterrâneo no bolso, os Araujo e o padel português têm razões renovadas para olhar em frente com ambição. A próxima grande prova do circuito internacional é o Comunidad de Madrid Premier Padel P1, cujas pré-eliminatórias arrancam neste mesmo sábado, 29 de agosto, em Pro Padel Coslada. O quadro principal decorre entre 1 e 6 de setembro no Movistar Arena de Madrid, num torneio que também ficará marcado pela despedida da lenda espanhola Alejandra Salazar — 62 títulos e sete campeonatos do mundo — da competição profissional.

Produzido com apoio editorial de IA · Redação do Padel Post