O circuito Premier Padel não conhece pausas de verão. Depois da loucura de Bordéus, a caravana instalou-se em Málaga para um P1 de peso: de 11 a 19 de julho, o pavilhão Martín Carpena recebe a elite mundial, com o quadro principal em curso desde segunda-feira, 479.068 euros em prémios e 1.000 pontos em jogo. Eis o que está em causa esta semana na Costa del Sol.
Coello e Tapia: alguém trava esta máquina?
No quadro masculino, a pergunta é sempre a mesma — e a resposta continua a ser não. Coello e Tapia chegam a Málaga como campeões em título e no auge absoluto: em Bordéus venceram a final ao clássico rival, batendo Galán e Chingotto por 5-7, 7-6 e 6-2, para somarem o quarto troféu consecutivo e o sexto da temporada.
Os números do ranking dizem tudo: 21.409 pontos para cada um dos líderes, contra 17.677 de Galán e Chingotto. Ainda assim, a final de Bordéus — decidida ao terceiro set depois de um tie-break — mostrou que o grande clássico do padel atual está tudo menos morto. Málaga promete novo capítulo.
Icardo e Jensen: a sensação do momento
No quadro feminino, todos os olhos estão na dupla revelação. Em Bordéus, Icardo e Jensen assinaram a proeza da época: derrubaram as cabeças de série número 4, número 2 e, na final, as número 1 Triay e Brea, com uma reviravolta por 3-6, 6-1 e 6-1.
Foi o primeiro título de Premier Padel da carreira de Icardo e o regresso de Jensen aos triunfos, dois anos e meio depois de Acapulco 2024. Agora já quintas do ranking, chegam a Málaga com a pressão inversa: provar que Bordéus não foi obra do acaso.
Estreias, baixas e a heroína da casa
O torneio andaluz tem ainda três subtramas fortes. A primeira: a estreia de Ale Salazar, na sua época de despedida, ao lado da nova parceira Aránzazu Osoro — entram como cabeças de série número 8. A segunda: a baixa de última hora de Sánchez e Ustero, forçadas a desistir na segunda-feira devido a uma rotura muscular de Ustero, com as lucky losers a entrarem no quadro. A terceira: Bea González, segunda do ranking ao lado de Josemaría, sonha com o título em casa, embalada pelo público malagueño.
E os portugueses? Os Deus estão lá
Para os adeptos lusos, há razão extra para acompanhar: Nuno e Miguel Deus estão no quadro de Málaga. Os irmãos lisboetas chegam embalados pelo feito histórico de Milão, onde venceram o jogo mais longo de sempre do Premier Padel — 3h17 de batalha frente a Piotto e Perino. Cada ronda na Andaluzia é uma oportunidade de consolidar a presença portuguesa na elite.
As finais estão marcadas para domingo, 19 de julho. E o calendário não abranda: no fim do mês, o circuito ruma a Pretória para o primeiro torneio de Premier Padel em solo africano. Mas isso é depois — esta semana, o mundo do padel fala espanhol e joga-se no Martín Carpena.
Padel Post Redaktion
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